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Novo Salário Mínimo Imprimir E-mail
O governo  da  Presidenta  Dilma Rousseff   venceu   fácil   a   sua Oprimeira  batalha  no  Congresso Nacional. A proposta de reajuste do salário mínimo para R$ 545,00  foi aprovada com folga pela base governista, demonstrando a força desta  aliança. O resultado, como já foi dito, expressa a força   da   base   governista.   Todos   os partidos  aliados  optaram  por  seguir  as orientações do Palácio do Planalto, sob o argumento de que uma derrota na primeira escaramuça   congressual   causaria transtornos à presidenta Dilma no início do seu  mandato.  A  oposição  de  direita  até tentou   se   aproveitar   da   situação constrangedora,  com  os  seus  líderes  – mais  sujos  do  que  pau  de  galinheiro  – fazendo  demagogia  sobre  o  mínimo.  No final,  a  foto  demonstrou  sua  crescente fragilidade.  Já  as  centrais  sindicais  cumpriram  seu papel. De forma unitária, preservaram sua autonomia  diante  do  novo  governo  e apostaram  na  mobilização  para  exigir  um reajuste  maior.  Não  caíram  nas  bravatas neoliberais de que o aumento real do salário mínimo causaria inflação e abalaria as contas públicas.   Também   criticaram   a   forma intransigente  como  o  governo  conduziu  as negociações  sobre  o  projeto,  em  especial  o ministro Guido Mantega. As  centrais  defenderam  a  manutenção  do acordo firmado com o ex-presidente Lula, que garantiu  maior  valorização  do  mínimo  nos últimos anos e foi um dos responsáveis pelo aquecimento   do   mercado   interno,   o   que reduziu   o   impacto   da   crise   mundial   do capitalismo no Brasil.  O  governo  Dilma  Rousseff,  que  se  mantém enclausurado no Palácio do Planalto, venceu fácil  o  seu  primeiro  teste  no  parlamento.  Alguns   líderes   governistas,   que   já esqueceram  a  sua  origem  nas  lutas  dos trabalhadores,  devem  ter  comemorado.   Ao final da votação, alguns sindicalistas cantaram nas  galerias  do  Congresso  Nacional:  “Você pagou com traição a quem sempre lhe deu a mão”. O  sindicalismo  teve  um  papel  decisivo  na eleição  de  Dilma  Rousseff  no  final  do  ano passado.  O  sindicalismo  não  se  alia  com  a oposição  de  direita,  não  quer  o  retrocesso, mas também não pode ficar passivo diante de posturas  insensíveis  do  atual  governo.  Ele suou  a  camisa  na  campanha  eleitoral  para garantir o avanço das mudanças iniciadas por Lula e não a mesmice tecnocrática, tão servil ao “deus-mercado”.
 

Nosso Presidente

  Osanan Gonçalves Santos